TEMAS DE ECONOMIA E GESTÃO

17 de outubro de 2016

Que consequências teria um acordo comercial pós-Brexit China-Reino Unido para a UE?

 Um acordo de livre comércio China-Reino Unido tem sido amplamente discutido desde o voto do Reino Unido para o Brexit. Muitos partidários do Brexit argumentam que a flexibilidade recuperada pelo Reino Unido permite-lhe fechar acordos comerciais com outros parceiros, e em especial com a China, que devido à sua dimensão económica, será uma vantagem fundamental. (...) Por: Alicia Garcia-Herrero e Jianwei Xu Fonte: Bruegel Ver também: Os brexiteers rígidos estão a fazer um erro de cálculo colossal Os brexiteers rígidos parecem acreditar que caberá à UE concordar com o comércio livre de tarifas, "porque é do seu interesse", mas estão a fazer um erro de cálculo colossal, escreve Michael Emerson. (...) Por: Michael Emerson Fonte: EurActiv, em 10 de Outubro de 2016 A lógica política do Hard Brexit (...) Uma quase revolucionária - e muito pouco Britânica - dinâmica tomou conta do país e, como a primeiro-ministro britânica Theresa May indicou no seu discurso "Little Englander" na conferência do Partido Conservador, este mês, o Reino Unido está a caminhar para um "Brexit duro." Esse resultado será contrário à opinião pública britânica, que permanece moderada sobre a questão de romper totalmente com a UE. (...) Por: Jacek Rostowski Fonte: Project-Syndicate Clamor no sector empresarial e financeiro ante o 'Brexit duro' apresentado por Londres Da City de Londres à Câmara Espanhola de Comercio, da Confederação da Industria Britânica (CBI) ao Consórcio de Retalhistas (BRC), do sector do automóvel ao da alimentação... O clamor contra o 'Brexit duro' ganhou uma força inusitada nos últimos dias após a viragem do Governo de Theresa May, que deixou aberta a porta para uma rutura total das relaciones comerciais com Bruxelas para poder controlar a imigração. (...) Carlos Fresneda Fonte: El Mundo

What consequences would a post-Brexit China-UK trade deal have for the EU?

A China-UK free trade agreement has been extensively discussed since the UK’s vote for Brexit. Many supporters of Brexit argue that the UK’s regained flexibility to strike trade deals with other partners, and in particular with China given its economic size, will be a key advantage. This analysis indicates that a China-UK FTA will be neither as easy nor as clearly advantageous as portrayed by Brexit supporters.

Brexit means that the United Kingdom could be able to run its own trade policy, which opens the door for the potential negotiation of a free trade agreement between the UK and China. Alicia Garcia-Herrero and Hianwei Xu show that a UK-China FTA will be neither easy nor clearly advantageous for the UK:


It will be difficult for the UK to reach an agreement with China without first establishing a new post-Brexit partnership with the EU. Negotiating tariffs with other WTO members will be a pre-condition if the UK exits the EU customs union, and this process will require time and effort.
Even if the UK reaches an agreement with China, the UK cannot serve as a back door for Chinese products to enter the EU, because the EU is very likely use rules of origin to close any such loopholes.

The UK and the other EU economies differ in most of their exports to China, so there would be very limited substitution between them.

It therefore seems that establishing a new trade relationship with the EU would be a more urgent task for the UK in the post-Brexit world, rather than an FTA with China. Under such circumstances, the UK might need to postpone its trade negotiations with other economies outside of EU, including China.

This goes beyond the current discussion of the illegality of the UK starting to negotiate trade deals before it leaves the EU. The issue is whether it makes economic sense for the UK to do so, and the answer is no. In fact, the more the UK reaches an independent favourable trade agreement with China after Brexit, the harder it will be for the UK to strike a good deal with EU.

In the meantime, it is also urgent for the UK to negotiate with the main WTO members on tariffs, because outside the EU, the UK might not participate in the EU schedule of concessions. The best strategy for the UK would be to negotiate with the other WTO members with the EU-based tariffs as a starting point, to avoid negotiating over terms separately and also to maintain a close relationship with the EU.

Por: Alicia Garcia-Herrero e Jianwei Xu
Fonte: Bruegel, em 10 de Outubro de 2016